Acho que dá pra fazer o seguinte:
Sejam
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]s[/tex3] duas retas reversas, e seja
[tex3]P[/tex3] um ponto que não pertence a nenhuma delas. Mostre que existe uma única reta
[tex3]u[/tex3] que passe por
[tex3]P[/tex3] e corta
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]s[/tex3].
Solução:
Suponha que exista duas retas
[tex3]u_{1}[/tex3] e
[tex3]u_{2}[/tex3] que passam pelo ponto
[tex3]P[/tex3] e cortam
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]s[/tex3]. Sejam
[tex3]A=u_{2} \cap r[/tex3],
[tex3]B=u_{2} \cap s[/tex3],
[tex3]C=u_{1} \cap r[/tex3] e
[tex3]D=u_{1} \cap s[/tex3].
Seja
[tex3]\alpha[/tex3] o plano que contém
[tex3]u_{1}[/tex3] e
[tex3]u_{2}[/tex3] (isto é possível pois por hipótese
[tex3]u_{1}[/tex3] e
[tex3]u_{2}[/tex3] são retas distintas que concorrem em
[tex3]P[/tex3]).
Tem-se que os pontos
[tex3]A[/tex3],
[tex3]B[/tex3],
[tex3]C[/tex3] e
[tex3]D[/tex3] estão todos em
[tex3]\alpha[/tex3]. Como
[tex3]\alpha[/tex3] contém dois pontos distintos de
[tex3]r[/tex3] (
[tex3]A[/tex3] e
[tex3]C[/tex3]), temos que
[tex3]r \subset \alpha[/tex3]. Da mesma forma, como os pontos
[tex3]B[/tex3] e
[tex3]D[/tex3] de
[tex3]s[/tex3] estão em
[tex3]\alpha[/tex3],
[tex3]s \subset \alpha[/tex3]. Assim, existe um plano
[tex3]\alpha[/tex3] que contém as retas
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]s[/tex3], o que contradiz a hipótese delas serem reversas. Assim, a reta
[tex3]u[/tex3] deve ser única.
Agora, a existência de
[tex3]u[/tex3] não é sempre garantida. Suponha o caso abaixo:
Tome uma reta
[tex3]r[/tex3] paralela a um plano
[tex3]\alpha[/tex3]. Em seguida, tome uma reta
[tex3]s[/tex3] contida em
[tex3]\alpha[/tex3] e um ponto
[tex3]P \in \alpha[/tex3], tal que
[tex3]P \not \in s[/tex3]. Toda reta que passa por
[tex3]P[/tex3] e corta
[tex3]s[/tex3], deve estar contida em
[tex3]\alpha[/tex3], portanto nunca cortando
[tex3]r[/tex3].
Este último resultado explica porque na sua resposta diz que o primeiro caso tem restrições. O plano formado pelo ponto e uma das retas não pode ser paralelo a outra. Na figura que você trouxe, por exemplo, não posso usar o plano definido por
[tex3]r[/tex3] e o ponto
[tex3]E[/tex3] e querer achar uma reta que corte
[tex3]s[/tex3], pois isso não vai acontecer.
Dado a existência dessa reta
[tex3]u[/tex3], ela necessariamente vai ser a intersecção dos planos
[tex3]\alpha[/tex3] e
[tex3]\beta[/tex3] definidos por duas das retas e um ponto pertencente a terceira.
Sejam
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]s[/tex3] duas das retas reversas e um ponto
[tex3]P \in t[/tex3] (que respeite a existência da reta
[tex3]u[/tex3] a seguir). Seja a reta
[tex3]u[/tex3] que passe por
[tex3]P[/tex3] e corta
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]s[/tex3]. Logo,
[tex3]P \in u[/tex3] e
[tex3]u \cap r=A[/tex3] e
[tex3]u \cap s=B[/tex3]. Seja
[tex3]\alpha = (r,P)[/tex3] o plano definido por
[tex3]r[/tex3] e
[tex3]P[/tex3] e analogamente
[tex3]\beta = (s,P)[/tex3]. Agora,
[tex3]\alpha[/tex3] contém os pontos
[tex3]P[/tex3] e
[tex3]A[/tex3], portanto contém a reta que passa por estes dois pontos, logo
[tex3]u \subset \alpha[/tex3]. Da mesma forma,
[tex3]\beta[/tex3] contém
[tex3]P[/tex3] e
[tex3]B[/tex3], e assim
[tex3]u \subset \beta[/tex3]. Se a reta
[tex3]u[/tex3] está contida nos dois planos, então
[tex3]\alpha \cap \beta=u[/tex3], que é uma reta que corta as três retas em questão.
Acredito que seja isso,
MafIl10. Espero ter sido claro e veja se você concorda com a minha argumentação.