Redação ⇒ As figuras de linguagem (lista mais completa) e bibliografia
Mai 2024
28
14:51
As figuras de linguagem (lista mais completa) e bibliografia
A linguagem figurada é uma espécie de arte literária em miniatura porque também pode ser estudada em sua subjetividade (metáfora, antítese, etc.), sua evolução histórica (catacrese, metonímia, etc.), seus "cânones" ou "antologias" (símbolo, antonomásia, etc.) suas estruturas peculiares (epânodo, gradação, etc.), sua predominância de conotação (alegoria, hipálage, etc.), sua plurissignificação (trocadilho, antanáclase,etc.), seu efeito estético (epímone,anáfora, etc.), sua intertextualidade (aplicação, alusão, etc.), seus desvios da norma (enálage, anacoluto, etc.), suas imitações do real (onomatopéia, hipotipose, etc.), seus elementos ficcionais (hipérbole, prosopopéia, etc.), sua capacidade de expressão indireta (ironia, preterição, etc.)…
A lista mais completa que encontrei sobre o assunto:
I. Os Tropos: (Catacrese e Glossemas; Imagem ou Símile, comparação e metáfora; Metonímia e Sinédoque; Os Tropos de Funções: Enálage, Hipálage, Implicação, Hendiadis, Litotes); Alegoria. II. As Figuras de Repetição e de Amplificação: Repetição de Palavras: Epizeuxe, Anáfora, Epífora, Anadiplose, Simploce, Antanáclase, Epanalepse, Epanadiplose; Repetição de Sonoridades: Rima, Assonância, Aliteração, Apofonia, Paranomásia, Eufuismo, Poliptoto; Redundâncias: Pleonasmo, Perífrase, Circunlóquio, Batologia, Tautologia, Expleção; Paralelismo e Amplificação: Paradiástole, Hipozeuxe, Paráfrase); III. As Figuras de Construção: Ritmo; Cláusula; Quiasmo; Antítese; Oxímoro; Paralelismo; Dissimetria; Inversão; Hipérbato; Anástrofe; Histerologia); Silepse; Assíndeto. IV. As Figuras de Realce ("de mise en valeur"): Hipotipose, conglobação, Expolição, Onomatopeia, Harmonismo, Exclamação; Interrogação; Apóstrofe; Mitologismo; Antropomorfismo; Prosopopeia; Hipérbole; Adynaton; Litotes; Tapinose; Eufemismo; Disfemismo; Personificação; Animismo. V. Elipses: Elipse; Abreviação; Parataxe; Braquilogia; Anacoluto; Zeugma); VI. Figuras de Pensamento: Ironia; Asteismo; Autocategorema; Epítrope; Paradoxo; Tácticas de Argumentação: Precaução, Rejeição, Antecipação, correcção, Retroação, Antorismo, Antiparástase, Apodioxe, Preterição, Associação, Comunicação); Gradação.
Outras figuras pesquisadas: Paralipse, parequema, homeoteleuto, homeoptoto, epixeuxe, reduplicação, diácope, mesodiplose, epístrofe, ploce, polissíndeto, antimetábole, palilogia, ritornelo (refrão, estribilho), epanástrofe, diáfora, paronomasia, isócolo, enumeração, epimerismo, metábole (ou sinonímia), clímax, anticlímax, concatenação (ou epíploce), sorites, assíndeto, hipérbato, sínquise, próteron, parêntese, suspensão, retificação (ou correção), epanortose, metaplasmos e metagrafos.
E não poderia faltar a mais nova filha adotiva desta grande família: detournement (que é uma espécie de mini-paródia, e, acredite, você usa no seu dia-a-dia.)
Livros sobre o assunto
Figuras de estilo de José Geraldo Pires De Mello
Figuras de retórica de José Luiz Fiorin
Dicionário de Termos Literários de Massaud Moisés
Retórica Geral da editora Cultrix
Estilística e Discurso / Léxico e Semântica: ambos de Claudio Cezar Henriques
Comunicação em Prosa Moderna de Othon M. Garcia
Figuras de Linguagem - Teoria e Prática de Hélio de Seixas Guimarães e Ana Cecília Lessa
As figuras de linguagem em linguagem de cordel de Janduhi Dantas
Os sentidos do texto de Mônica Magalhães Cavalcante
Teoria Literária de Hênio Tavares
Dicionário de Linguística da editora Cultrix
Dicionário de Figuras de Linguagem de Sebastião Cherubim
As figuras de Linguagem de Roberto de Oliveira Brandão
Aspectos estilísticos e pragmáticos da língua portuguesa UESC
A estilística - Manual de análise e criação do estilo literário José Lemos Monteiro
Introdução à Estilística A Expressividade na Língua Portuguesa Nilce Sant´Anna Martins
Mai 2024
28
17:15
Re: As figuras de linguagem (lista mais completa) e bibliografia
O baile das figuras de linguagem
O escritor conversava com a inspiração:
- Você desaparece e me deixa sem ter o que escrever.
- Você nem sempre me procura nos lugares certos.
- Sempre pensei que poderia a encontrar em qualquer lugar.
- E por que você não espera que eu o procure?
- Estava cogitando escrever algo sobre as figuras de linguagem... Vamos para a Cidade da Conotação?
Concordando em partir para mais uma viagem pelos trilhos da imaginação, embarcaram no trem do impulso criativo e logo chegaram na Cidade da Conotação.
- Onde mora a metáfora? Essa ilumina qualquer texto e não pode faltar.
- No Bairro das Figuras de Linguagem. É logo depois do Bairro dos Recursos Expressivos.
- Quem mora nesse outro bairro?
- A Metalinguagem, a Plurissignificação, a Intertextualidade, a Subjetividade, a Coesão, a Clareza, a Concisão...
Chegando no Bairro das Figuras de Linguagem, avistaram o Clichê recostado na janela da sua casa. Depois de se cumprimentarem a inspiração perguntou-lhe:
- Você sabe onde mora a Metáfora? O escritor quer escrever um conto e precisa dela.
- Não sei onde ela mora. Mas sei que é muito fácil encontrá-la. Todos na cidade a conhecem. Quanto a esse conto, eu gostaria de participar. Sem falsa modéstia, sou indispensável.
- Por quê?
- Eu ilumino qualquer texto!
O escritor ficou embaraçado com esta afirmação, mas deu o troco:
- Se eu escrever um texto de humor você será lembrado...
Antes de se despedirem, ainda foram convidados a entrar para beber um copo de “precioso líquido”. Agradeceram a hospitalidade e continuaram sua busca, passando nas ruas por figuras como o Glossema, a Epixeuxe, a Símploce, a Apofonia, a Paradiástole, o Quiasmo, a Histerologia, a Tapinose, a Parataxe, a Apodioxe... O escritor não costumava usar nenhuma daquelas figuras nos seus textos. Então encontraram uma antiga paixão dele: a Alegoria.
- Você quer falar com a Alegoria? - perguntou a inspiração.
- Não... Ainda não estou preparado. Não sei expressar tudo o que sinto por ela.
Dessa vez foi a Inspiração que desconfiou de algo nas entrelinhas, mas reconheceu que não era hora para uma declaração de amor. Seguindo adiante encontraram as irmãs Prosopopéia e Personificação. Foram convidados para uma festa que elas dariam em sua casa à noite. Ali estava a grande oportunidade de encontrar a Metáfora e as outras figuras que apareceriam no texto do escritor.
Naquela noite a casa das irmãs Prosopopéia e Personificação ficou cheia de convidados ilustres: lá estava a Hipálage envolvida num vaidoso echarpe; a Metonímia de azul; a Hendíadis com seu vestido de rendas e seda; a Hipérbole numa elegância nunca antes vista ou sequer imaginada por alguém; a Antonomásia, figura dos nomes, se divertindo muito; a Comparação, linda como uma flor aberta no sol da primavera; a Antítese, ora extrovertida, ora acanhada... E muitas outras presenças...
Mas também estavam presentes o Solecismo, o Preciosismo, a Cacofonia, o Eco, a Colisão, a Anfibologia, o Pleonasmo...
- Olha quantos penetras! O Pleonasmo ainda poderia mostrar requinte se tivesse mais fineza...
A Sinestesia cantava exalando toda a doçura de sua voz macia. A Diáfora escutava o canto num canto da sala. Era gracioso o vestido por ela vestido. O Poliptoto convidou uma convidada para dançar, a qual não recusou o convite. Era a Assonância, que já andava ansiosa pela chance de mostrar sua performance na dança. O Circunlóquio e a Perífrase, abraçados, rodavam por todo salão no ritmo da música, com passos sincronizados. O Epânodo não cantou nem dançou: não cantou por estar afônico e não dançou por causa de um calo no pé. A Antimetábole, que tinha ido ao baile apenas para marcar presença, era na opinião de todos uma presença marcante. A Aliteração foi flagrada feliz na festa. Já o Símbolo era um Narciso em sua vaidade. Disputava as atenções com o Paradoxo, que quanto mais discreto, tanto mais cativante. O Eufemismo mostrava a simplicidade de sempre. O Lítotes não fazia feio. E todos concordavam que o Oxímoro era uma visível ausência.
Então chegou a Metáfora vestida de encanto.
- Estão quase todos aqui. A idéia é narrar tudo que aconteceu nesta noite. Um nome interessante para o conto seria “O baile das figuras de linguagem”.
Fim
O escritor conversava com a inspiração:
- Você desaparece e me deixa sem ter o que escrever.
- Você nem sempre me procura nos lugares certos.
- Sempre pensei que poderia a encontrar em qualquer lugar.
- E por que você não espera que eu o procure?
- Estava cogitando escrever algo sobre as figuras de linguagem... Vamos para a Cidade da Conotação?
Concordando em partir para mais uma viagem pelos trilhos da imaginação, embarcaram no trem do impulso criativo e logo chegaram na Cidade da Conotação.
- Onde mora a metáfora? Essa ilumina qualquer texto e não pode faltar.
- No Bairro das Figuras de Linguagem. É logo depois do Bairro dos Recursos Expressivos.
- Quem mora nesse outro bairro?
- A Metalinguagem, a Plurissignificação, a Intertextualidade, a Subjetividade, a Coesão, a Clareza, a Concisão...
Chegando no Bairro das Figuras de Linguagem, avistaram o Clichê recostado na janela da sua casa. Depois de se cumprimentarem a inspiração perguntou-lhe:
- Você sabe onde mora a Metáfora? O escritor quer escrever um conto e precisa dela.
- Não sei onde ela mora. Mas sei que é muito fácil encontrá-la. Todos na cidade a conhecem. Quanto a esse conto, eu gostaria de participar. Sem falsa modéstia, sou indispensável.
- Por quê?
- Eu ilumino qualquer texto!
O escritor ficou embaraçado com esta afirmação, mas deu o troco:
- Se eu escrever um texto de humor você será lembrado...
Antes de se despedirem, ainda foram convidados a entrar para beber um copo de “precioso líquido”. Agradeceram a hospitalidade e continuaram sua busca, passando nas ruas por figuras como o Glossema, a Epixeuxe, a Símploce, a Apofonia, a Paradiástole, o Quiasmo, a Histerologia, a Tapinose, a Parataxe, a Apodioxe... O escritor não costumava usar nenhuma daquelas figuras nos seus textos. Então encontraram uma antiga paixão dele: a Alegoria.
- Você quer falar com a Alegoria? - perguntou a inspiração.
- Não... Ainda não estou preparado. Não sei expressar tudo o que sinto por ela.
Dessa vez foi a Inspiração que desconfiou de algo nas entrelinhas, mas reconheceu que não era hora para uma declaração de amor. Seguindo adiante encontraram as irmãs Prosopopéia e Personificação. Foram convidados para uma festa que elas dariam em sua casa à noite. Ali estava a grande oportunidade de encontrar a Metáfora e as outras figuras que apareceriam no texto do escritor.
Naquela noite a casa das irmãs Prosopopéia e Personificação ficou cheia de convidados ilustres: lá estava a Hipálage envolvida num vaidoso echarpe; a Metonímia de azul; a Hendíadis com seu vestido de rendas e seda; a Hipérbole numa elegância nunca antes vista ou sequer imaginada por alguém; a Antonomásia, figura dos nomes, se divertindo muito; a Comparação, linda como uma flor aberta no sol da primavera; a Antítese, ora extrovertida, ora acanhada... E muitas outras presenças...
Mas também estavam presentes o Solecismo, o Preciosismo, a Cacofonia, o Eco, a Colisão, a Anfibologia, o Pleonasmo...
- Olha quantos penetras! O Pleonasmo ainda poderia mostrar requinte se tivesse mais fineza...
A Sinestesia cantava exalando toda a doçura de sua voz macia. A Diáfora escutava o canto num canto da sala. Era gracioso o vestido por ela vestido. O Poliptoto convidou uma convidada para dançar, a qual não recusou o convite. Era a Assonância, que já andava ansiosa pela chance de mostrar sua performance na dança. O Circunlóquio e a Perífrase, abraçados, rodavam por todo salão no ritmo da música, com passos sincronizados. O Epânodo não cantou nem dançou: não cantou por estar afônico e não dançou por causa de um calo no pé. A Antimetábole, que tinha ido ao baile apenas para marcar presença, era na opinião de todos uma presença marcante. A Aliteração foi flagrada feliz na festa. Já o Símbolo era um Narciso em sua vaidade. Disputava as atenções com o Paradoxo, que quanto mais discreto, tanto mais cativante. O Eufemismo mostrava a simplicidade de sempre. O Lítotes não fazia feio. E todos concordavam que o Oxímoro era uma visível ausência.
Então chegou a Metáfora vestida de encanto.
- Estão quase todos aqui. A idéia é narrar tudo que aconteceu nesta noite. Um nome interessante para o conto seria “O baile das figuras de linguagem”.
Fim
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