• 🔴 [ENEM 2025 PPL Live 03] Matemática - Resolução de 146 até 150
  • 🔴 [ENEM 2025 PPL Live 02] Matemática - Resolução de 141 até 145
  • 🔴 [ENEM 2025 PPL Live 01] Matemática - Resolução de 136 até 140
  • 🔴 [ENEM 2025 Belém Live 09] Matemática - Resolução de 176 até 180
  • 🔴 [ENEM 2025 Belém Live 08] Matemática - Resolução de 171 até 175
  • 🔴 [ENEM 2025 Belém Live 07] Matemática - Resolução de 166 até 170

Gramática01 pessoa do texto

Avatar do usuário
Analisesousp Offline
1 - Trainee
Mensagens: 361
Registrado em: 18 Nov 2023, 18:21
Agradeceu: 8 vezes
Agradeceram: 3 vezes
Dez 2024 02 11:11

01 pessoa do texto

Mensagem por Analisesousp »

De repente, a chuva
Guilherme Tauil

Em setembro de 1951, Rubem Braga tirou dois meses para passear pela Itália. Não era a primeira vez que se aventurava por lá: cerca de sete anos antes, tinha sido correspondente durante a Segunda Guerra ao lado da Força Expedicionária Brasileira, e das trincheiras escreveu seus relatos sobre os conflitos e os pracinhas. agora, longe de bombas e cobras com cigarros na boca, o cronista podia escrever sobre as coisas belas da vida - porque estava de férias, mas sua coluna no Correio da Manhã ainda precisava ser preenchida diariamente.
Em uma crônica sem nome que não entrou em livro algum, o escritor testemunhou a chegada da chuva italiana, há muitos meses sem molhar ninguém, do alto de um terraço em Capri, a mais bela das ilhas acidentadas do Golfo de Nápoles. Era “o primeiro temporal da estação”, e veio “do norte, enrolado em nuvens negras, avançou pela baía, envolveu o Vesúvio e organizou sobre as águas ainda azuis uma farra espetacular de trovoadas e relâmpagos”. De longe, o vulcão adormecido parecia estar em chamas enquanto Nápoles se afundava em escuridão. A tempestade foi avançando, engoliu Sorrento e se aproximou da ilha “com uma violência de terremoto do primeiro século cristão”. E então despejou “uma água torrencial, gorda, feroz, uma chuva amazônica”.
É bem provável que Braga, estudioso dos ventos e conhecedor de alísios e lestadas, tenha sido o único daquela multidão de turistas a admirar o espetáculo pluvial - todos os outros, tantos “efebos suecos” quanto a “comitiva uruguaia”, dispararam em busca de refúgio, ocupando os cafés e as pizzerias da praça Umberto Primo. Com ar desolado, as lojinhas recolhiam às pressas os cinzeiros e toda a “bugiganga inumerável” que a chuva engoliria com indiferença, enquanto no céu trovoava “um trovão poderoso e grosso” que era “o próprio ronco de Deus”.
A chuva persistiu, sem trégua. o comércio ficou triste e os turistas murcharam, mas na manhã seguinte uma vendedora de uvas entregou um cesto com muita alegria para Braga: “a gente da lavoura abençoa essa chuva e as donas de casa ouvem, alegres, a água correr pelos tetos abobadados”, enchendo as cisternas. na ilha de Capri, as casas não tinham água; era preciso recolher a que caísse do céu. ”Por isso, nós louvamos a chuva que choveu dois dias”, escreveu o cronista, comovido como se fosse um daqueles “rudes camponeses” de vida insular. (...)
Disponível em: https://ainfo.cnpatia.embrapa.br/digita ... entais.pdf.

Em relação ao texto “De repente, a chuva”, é correto afirmar que ele é elaborado em
A) primeira pessoa, em uma linguagem dentro da norma-padrão, tomando como base uma situação literária anterior
B) Terceira pessoa, em uma linguagem dentro da norma padrão, tomando como base uma situação literária anterior
C) Terceira pessoa, em uma linguagem coloquial e informal, tomando como base uma situação literária anterior
D) primeira pessoa, em uma linguagem coloquial e informal, tomando como base uma situação literária anterior
E) segunda pessoa, em uma linguagem literária, tomando como base uma experiência vivida pelo próprio Guilherme Tauil

Não sei o gabarito
Adaptado de Instituto Avalia 2024
Responder
  • Tópicos Semelhantes
    Resp.
    Exibições
    Últ. msg

Voltar para “Gramática”