Solução:
Como inicialmente a voltagem em A cresce, a corrente quer ir no sentido A -> D, carregando o capacitor no sentido + -. Como a voltagem em D é diferente de 0 nesse período, o diodo D2 deve estar aberto, e D1 consequentemente está fechado, fazendo com que
[tex3]V_D=V_B[/tex3] e fazendo a mesma corrente passar pelos dois capacitores (a corrente escapa do circuito pela terra). Daí, como
[tex3]V_A(t)=2V_C(t),[/tex3] sendo
[tex3]V_C[/tex3] a voltagem em cada um dos dois capacitores, devemos ter
[tex3]V_B(t)=V_D(t)=\frac{V_A(t)}{2}[/tex3] nesse período.
Quando
[tex3]V_A[/tex3] começa a diminuir, momento em que
[tex3]V_B=V_D=\frac{V_0}{2},[/tex3] a corrente vai querer ir de D para A. Além disso, como
[tex3]V_D[/tex3] ainda é maior do que 0, o diodo D2 continua aberto, mas então como o ponto D quer extrair corrente, o diodo D1 se abre. A conclusão é que, nesse período, não passa corrente em nenhum trecho do circuito. Ou seja,
[tex3]V_B[/tex3] permanece constante e igual a
[tex3]\frac{V_0}{2},[/tex3] e
[tex3]V_D[/tex3] vai se comportar de modo a manter a carga anterior do capacitor, ou seja, manter uma ddp de
[tex3]\frac{V_0}{2}[/tex3] entre A e D. Isso se segue até a tensão em D chegar a zero, momento em que o diodo D2 se fecha e vincula D a permanecer igual a zero, e começa a passar corrente no sentido G -> D -> A.
Quando
[tex3]V_A[/tex3] volta a aumentar, começa a querer ir corrente no sentido A -> D, então o diodo D2 se abre (e o D1 claramente continua aberto, pois caso contrário iria querer ir corrente no sentido de B para D). Como novamente os dois diodos estão abertos, não tem como passar corrente no circuito, então a ddp no capacitor continua a ser a mesma do final do período anterior (de modo à diferença
[tex3]V_D-V_A[/tex3] permanecer igual a
[tex3]-V_0[/tex3]). Mas aí chega o momento em que
[tex3]V_D>\frac{V_0}{2},[/tex3] e então quer ir corrente no sentido de D para B e o diodo D1 se fecha e volta a passar uma mesma corrente pelo circuito no sentido A -> D -> B -> G. O momento em que isso começa é aquele em que
[tex3]V_A=-\frac{V_0}{2},[/tex3] e a partir de então temos
[tex3]V_1=V_B=V_D,[/tex3] sendo
[tex3]V_1[/tex3] a tensão no capacitor BG, e
[tex3]V_1+V_2=V_A.[/tex3] Conseguimos continuar com o gráfico das voltagens em B e D usando o fato de que
[tex3]\frac{dV_1}{dt}=\frac{dV_2}{dt}[/tex3] (porque a mesma corrente está passando pelos dois capacitores) e
[tex3]\frac{dV_1}{dt}+\frac{dV_2}{dt}=\frac{dV_A}{dt}.[/tex3] Isso continua até o momento em que
[tex3]V_A[/tex3] volta a diminuir, quando
[tex3]V_B=V_D=\frac{5V_0}{4}.[/tex3]
A partir desse momento, volta a querer passar corrente de D para A, o diodo D2 continua aberto e D1 abre, fazendo com que
[tex3]V_B=V_1[/tex3] permaneca constante e que não passe corrente em nenhum lugar do circuito, vinculando a diferença
[tex3]V_A-V_D[/tex3] permanecer igual ao que era no último instante do período anterior, e a história se repete indefinidamente. O gráfico das tensões em função do tempo para três ciclos completos é mostrado abaixo:

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Obs: Esse problema foi extraído do livro "University of Chicago Graduate Problems in Physics".